Introdução: A Doença Renal Crónica é uma condição progressiva associada a um estado inflamatório crónico que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, contribuindo significativamente para a morbilidade e mortalidade. A inflamação desempenha um papel central na progressão da Doença Renal Crónica, despertando interesse em estratégias terapêuticas complementares. Os ácidos gordos ómega-3 e os bióticos têm emergido como potenciais terapêuticas adjuvantes devido às suas propriedades anti-inflamatórias.

Objetivo: Avaliar criticamente a evidência disponível sobre os efeitos da suplementação com ácidos gordos ómega-3 e bióticos na gestão da Doença Renal Crónica, com enfoque nos biomarcadores inflamatórios e nos desfechos clínicos.

Metodologia: Foi realizada uma pesquisa sistemática por palavras-chave nas principais bases de dados eletrónicas para identificar estudos relevantes. Um total de 10 artigos cumpriu os critérios de inclusão e foi incluído numa síntese qualitativa.

Resultados: Foram identificadas várias limitações nos estudos analisados, incluindo reduzida dimensão amostral, heterogeneidade das populações estudadas, diferentes períodos de seguimento e variabilidade nos tipos e doses dos suplementos utilizados. Os resultados sugerem que os suplementos bióticos podem influenciar favoravelmente a composição da microbiota intestinal, reduzindo a produção de toxinas urémicas e marcadores inflamatórios. De forma semelhante, os ácidos gordos ómega-3, particularmente o ácido eicosapentaenoico e o ácido docosahexaenoico, demonstraram benefícios nos perfis inflamatório e cardiovascular dos doentes com Doença Renal Crónica.

Conclusões: Os ácidos gordos ómega-3 e os bióticos apresentam potencial como terapêuticas adjuvantes na Doença Renal Crónica. Contudo, são necessários mais estudos para definir os tipos e doses ideais de suplementação. Permanecem essenciais estudos de grande dimensão e metodologicamente robustos que avaliem desfechos clínicos relevantes, em vez de apenas marcadores substitutos.

Introdução: A artrite reumatoide é uma doença autoimune crónica, com sintomas que se caracterizam pela inflamação das articulações, e por isso necessita de tratamento farmacológico. No entanto, o tratamento farmacológico nem sempre é suficiente para a melhoria dos sintomas referentes à artrite reumatoide. Deste modo, é necessária a intervenção nutricional, como um tratamento complementar, para assim alcançar uma melhoria significativa dos sintomas. De modo a perceber qual a dieta mais indicada para os doentes com artrite reumatoide, diversas abordagens têm sido estudadas, entre as quais a dieta anti-inflamatória, que por privilegiar o uso de alimentos ricos em nutrientes com efeito antioxidante, poderá contribuir de forma benéfica para o controlo sintomas da artrite reumatoide.

Objetivos: O presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão da literatura acerca do efeito que a prática de uma dieta anti-inflamatória poderá ter sobre a sintomatologia da artrite reumatoide, tendo em conta a sua aplicabilidade, benefícios, além das suas limitações.

Metodologia: A revisão da literatura realizou-se através de uma pesquisa bibliográfica, na base de dados PubMed. O termo de pesquisa usado foi “((inflammation AND diet*) OR anti-inflammatory diet) AND (arthritis rheumatoid OR rheumatoid arthritis))”.

Resultados: A evidência científica atual tem demonstrado efeitos positivos da dieta anti-inflamatória em pacientes com artrite reumatoide, como a diminuição da atividade da doença, diminuição das articulações sensíveis, de edema e dor nas articulações, com melhoria da funcionalidade física.

Conclusões: A dieta anti-inflamatória é um promissor tratamento complementar da artrite reumatoide, com vários benefícios, nomeadamente na redução da atividade da doença e dos sintomas, bem como, na aquisição de um padrão alimentar mais equilibrado.