Introdução: O desperdício alimentar é um desafio global, com impactos ambientais, económicos e nutricionais, especialmente na restauração coletiva.

Objetivos: Avaliar e caracterizar o desperdício em seis unidades de restauração coletiva, com recurso a inteligência artificial, de modo a identificar padrões e oportunidades de redução alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Metodologia: Estudo quasi-experimental em seis unidades de restauração coletiva, monitorizando desperdício alimentar em produção, pós-consumo e sobreprodução. O sistema Vision AI registou dados em tempo real e estimou preditivamente poupanças em peso, custo, refeições e emissões de CO2e. As intervenções implementadas incluíram ajuste de porções, planeamento, controlo de produção, gestão de stocks e formação das equipas.

Resultados: O desperdício concentrou-se nos pratos dos consumidores e foi maioritariamente não comestível. A análise efetuada pelo sistema inteligência artificial permitiu projetar, com base no período de referência e numa extrapolação anual (52 semanas), uma redução potencial de 6,8 t de desperdício alimentar (equivalente a 17 108 refeições), o que corresponderia à prevenção da emissão de 29 424 kg de CO2e e a uma poupança estimada de 14 879 €. A formação foi considerada a medida mais eficaz, sem associação significativa entre idade e perceção.

Conclusões: A inteligência artificial aliada à perceção das equipas permite um diagnóstico mais preciso e a definição de estratégias sustentáveis, promovendo políticas de restauração coletiva mais responsáveis.

INTRODUÇÃO: O setor alimentar é considerado a nível mundial como um dos principais setores de negócios, estando em constante mudança e enfrentando múltiplos desafios.

OBJETIVOS: Este artigo tem como objetivo descrever as equipas e produtos finalistas da competição Ecotrophelia Portugal (2017-2020) como fontes de inovação para o setor alimentar.

METODOLOGIA: Foi adotada uma metodologia de análise de conteúdo. Os conteúdos analisados foram recolhidos através do site oficial da Ecotrophelia Portugal. Foram analisadas informações sobre as 41 equipas finalistas da competição entre 2017 e 2020.

RESULTADOS: De um modo geral, os finalistas foram maioritariamente mulheres (edição 2017), pertencentes à região Norte (57,4%), seguida da região Centro (27,9%) e Lisboa (13,1%), com a Universidade do Porto (26,2%), a Universidade Católica Portuguesa (Porto: 16,4%) e o Instituto Politécnico de Coimbra (13,1%) a serem as principais instituições de proveniência dos finalistas. As principais categorias dos produtos finalistas foram: snacks (34,1%), sobremesas (17,1%), refeições prontas a consumir (12,2%), bebidas (9,8%). As características mais mencionadas na descrição desses produtos foram: rico em compostos bioativos (34,2%), sem glúten / sem lactose ou com baixo teor de açúcar / gordura (19,0%), saudável (11,4%) e vegetariano / vegano (11,4 %).

CONCLUSÕES: Este estudo proporciona informação útil para os participantes nas futuras edições desta competição, assim como uma fonte de inspiração para empreendedores desenvolvam novos produtos alimentares.