Introdução: As escolas e municípios do distrito de Viana do Castelo têm vindo a manifestar grande preocupação com o desperdício alimentar nas cantinas escolares, tornando-se necessário conhecer a quantidade de desperdício gerado e quais as suas causas, para, posteriormente, implementar iniciativas que visem a sua redução.

Objetivos: Este estudo pretende avaliar o desperdício alimentar, sob a forma de sobras e restos, no almoço escolar e avaliar a eficiência do serviço de alimentação em cantinas de escolas do distrito de Viana do Castelo

Metodologia: O estudo foi realizado em 3 escolas, num total de 15 dias de avaliação, 5 dias seguidos ou interpolados em cada escola. Foi avaliado o desperdício alimentar da refeição do almoço, através da quantificação do peso da refeição produzida, peso das sobras e peso dos restos.

Resultados: Registou-se 30% de desperdício alimentar num total de 4577 refeições servidas, verificando-se um índice de sobra médio de 12% (60% relativo à sopa e 34% ao prato) e um índice de resto médio de 20% (18% relativo à sopa e 66% ao prato).

Conclusões: O desperdício alimentar encontrado foi de 30%, com mais ênfase no índice de resto do que no índice de sobra e revela um serviço ineficiente de acordo com a literatura (índice de sobra > 3% e índice de resto > 10%), e a necessidade urgente de adotar medidas que combatam a sua redução.

A perda e/ou desperdício de alimentos constitui um problema a nível mundial e tem sido uma das causas para o desequilíbrio do planeta e daqueles que nele habitam. Este artigo de revisão tem o intuito de avaliar a eficácia de algumas estratégias na redução do desperdício alimentar nas escolas. Sendo a escola o local onde os alunos fazem a maioria das suas refeições, torna-se o ambiente ideal para o desenvolvimento de projetos que consciencializem os alunos sobre condutas alimentares mais saudáveis e sustentáveis. De acordo com a revisão realizada, as estratégias do tipo participativo parecem ser das mais eficazes na mudança comportamental de crianças e adolescentes. No entanto, serão necessários mais estudos que avaliem a eficácia das intervenções a longo prazo e que tenham como objetivo principal a redução do desperdício alimentar.