A fenilcetonúria é uma doença que resulta de um erro congénito autossómico recessivo do metabolismo da fenilalanina. Este distúrbio provoca elevações nas concentrações plasmáticas deste aminoácido acarretando graves problemas ao nível do sistema nervoso. De acordo com a evidência encontrada, a introdução do recém-nascido em programas de rastreio neonatais específicos, parece melhorar e proporcionar nestas crianças uma vida relativamente normal. A necessidade de melhores opções de tratamento levou ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas capazes de promover uma melhor qualidade de vida aos portadores desta doença. Este artigo de revisão demonstra como a implementação nutricional e alimentar precoce é um fator determinante na gestão desta patologia, onde o intuito é avaliar a influência que a alimentação tem no desenvolvimento cognitivo em crianças com fenilcetonúria.

 

Introdução: O local de trabalho é uma importante área de ação para a promoção de estilos de vida saudáveis.
Objetivos: Avaliar fontes de informação e temáticas que suscitam maior interesse sobre alimentação/nutrição, estado de saúde e conhecimentos sobre alimentação dos colaboradores de uma câmara municipal.
Metodologia: Participaram no estudo 118 colaboradores de uma câmara municipal. Foram recolhidos dados sociodemográficos, autoperceção do estado de saúde, peso e altura, fontes de informação e temas preferenciais sobre alimentação/nutrição e conhecimentos nesta área (recomendações dietéticas; fonte alimentar de nutrientes; relação dieta-doença) através do Questionário de Conhecimentos Nutricionais (QCN).
Resultados: As mulheres apresentaram nível superior de conhecimentos, quer no total (p = 0,001), quer nas secções relativa à fonte alimentar de nutrientes (p = 0,001) e à relação dieta-doença (p = 0,030). Também os participantes mais novos (R = -0,205; p = 0,030), com menor índice de massa corporal (R = -0,188; p = 0,049), maiores habilitações literárias (R = 0,506; p < 0,001) e que se autopercecionam mais saudáveis (R = 0,123) apresentaram nível superior de conhecimentos. A secção relativa à relação dietadoença foi aquela em que se verificou menor nível de conhecimentos. Relativamente às fontes de informação, 67,8% relataram ter por hábito fazê-lo, principalmente na Internet (58,5%) ou através de um médico (30,5%). Os participantes que realizam pesquisa apresentaram um maior nível de conhecimentos (mediana = 67,2% vs. 57,8%; p = 0,004). Estudaram-se também as diferenças nos conhecimentos entre quem utilizava ou não cada fonte de informação.
Conclusões: Estes resultados evidenciam que o nível de conhecimentos sobre alimentação neste grupo não é elevado, justificando a necessidade de implementar intervenções a nível da promoção da literacia alimentar/nutricional. Pelas suas características, a vertente da educação alimentar deve ser prioritária, bem como intervenções ao nível do ambiente alimentar no local de trabalho.