A comunidade científica manifesta atualmente um elevado nível de interesse no jejum intermitente – períodos de abstinência voluntária da ingestão de energia, variando de várias horas a dias. O jejum intermitente é clinicamente relevante e pode representar uma estratégia não-farmacológica eficaz para melhorar o desempenho físico e a composição corporal. Tem sido estudado principalmente em atletas durante o período religioso do Ramadão e em pessoas predispostas a diminuir a adiposidade corporal sem perda paralela de massa isenta de gordura. O objetivo desta revisão é fornecer uma visão geral do impacto do jejum intermitente durante o Ramadão vs. jejum intermitente não-Ramadão ao nível do rendimento físico e da composição corporal. A literatura evidencia algumas inconsistências ao nível da interação entre o jejum intermitente e o rendimento físico. Contudo, verifica-se que o jejum i ntermitente não-Ramadão é eficaz para melhorar a potência aeróbia máxima. Não obstante, esta intervenção reduz o desempenho durante sprints repetidos ao longo dos primeiros dias de intervenção. Por outro lado, o jejum intermitente durante o Ramadão diminui a potência aeróbia máxima e isto é mais expressivo durante a segunda metade deste período religioso. Ao contrário, ambas as intervenções são manifestamente inócuas ao nível da força muscular e da capacidade anaeróbia. No que se refere à composição corporal, existe maior consensualidade. De acordo com os dados disponíveis, ambas as intervenções estimulam adaptações benéficas a este nível. Ainda assim, as perdas de massa gorda são mais pronunciadas com o jejum intermitente não-Ramadão.

Introdução: O CrossFit é uma prática desportiva predominantemente intermitente de alta intensidade e com uma forte componente de endurance. No sentido de melhorar a performance, o sumo de beterraba é um dos alimentos que tem sido amplamente utilizado como suplemento alimentar, no sentido de melhorar a performance. Várias investigações têm demonstrado melhorias na performance em modalidades que envolvam exercícios de endurance intensos e em exercícios de força e potência. Isto deve-se ao seu conteúdo em nitratos cuja evidência científica sugere apresentarem efeitos benéficos ao nível da vasodilatação, aumento do fluxo sanguíneo para as fibras musculares e promoção de trocas gasosas e regulação da eficiência da fosforilação oxidativa, para além de promoverem rápida recuperação muscular.
Objetivos: O presente artigo de revisão tem por objetivos perceber quais são as variáveis da performance (força, potência ou endurance) influenciadas pelo sumo de beterraba, bem como as diferenças entre suplementação crónica ou aguda.
Metodologia: Foi realizada pesquisa bibliográfica, nas bases de dados SCIELO e PUBMED, usando como critérios de inclusão: artigos publicados a partir de 2012 e redigidos em português ou inglês. Foram excluídos artigos cuja amostra era constituída por crianças ou idosos, realizados in vitro ou em animais, estudos em que não foram determinados os efeitos diretos do sumo de beterraba e em que não tenha sido
reconhecida credibilidade académica.
Resultados: A análise dos estudos revela a inconsistência de resultados em relação à influência do nitrato dietético nas várias componentes que influenciam a performance.
Conclusões: Sendo o CrossFit um exercício físico de minutos, no qual cada variável pode fazer a diferença, a utilização de nitratos em indivíduos responsivos, pode ser uma mais valia, apesar de não ter ficado comprovada a sua eficácia.

Nos últimos dez anos o número de pessoas que seguem um padrão alimentar vegetariano quadruplicou. Hoje conhecem-se benefícios do padrão alimentar vegetariano e o seu papel protetor em várias doenças prevalentes na população, entre as quais diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

Atletas que seguem um padrão alimentar vegetariano podem atender às suas necessidades proteicas através de fontes vegetais, quando uma grande variedade desse tipo de alimentos é incluída diariamente na alimentação e a ingestão de energia é adequada. Os nutrientes a ter em atenção para evitar deficiências nutricionais em atletas vegetarianos incluem as proteínas, ácidos gordos n-3, ferro, cálcio, iodo e vitamina B12. Com o aumento do número de atletas que seguem o padrão alimentar vegetariano, é pertinente questionar acerca do seu efeito na performance desportiva.

Este trabalho reúne a evidência científica existente sobre a abordagem nutricional em atletas vegetarianos, identificando trabalhos publicados desde 1997 até 2019. Com este trabalho pretende-se examinar e debater possíveis impactos do padrão alimentar vegetariano na performance desportiva.

A evidência científica atual demonstra que a adoção deste padrão alimentar não afeta positivamente nem negativamente a performance dos atletas. Desta forma, será necessário realizar mais estudos para examinar os efeitos do padrão alimentar vegetariano em atletas para garantir a otimização da saúde e a performance.