Objetivos: Investigar a prevalência de sarcopenia segundo cinco pontos de corte para força muscular e a associação com desnutrição em idosos da comunidade.

Metodologia: Estudo transversal com 321 idosos de centros de convivência de Cuiabá-MT. A variável principal foi a prevalência de sarcopenia e associação com a desnutrição. A sarcopenia foi diagnosticada pela baixa força muscular (força de preensão palmar- FPP; kg) de acordo com cinco pontos de corte e baixa circunferência da panturrilha (CC; cm). O estado nutricional foi avaliado por meio da mini avaliação nutricional forma abreviada (MNA-SF®).

Resultados: A mediana de idade foi de 69 (64-74) anos e 24,7% dos idosos estavam desnutridos. A presença de sarcopenia variou de 1,6 a 7,6%. Essa prevalência foi menor utilizando os critérios EWGSOP2 em comparação ao EWGSOP (p=0,005) e aos critérios da ESCEO e SDOC (p<0,001). Os idosos desnutridos tiveram quase 3,5 vezes mais chances de sarcopenia (OR=3,49; p=0,003) quando utilizado o critério da ESCEO e quase 2,5 vezes (OR=2,43; p=0,037) quando o critério da SDOC foi utilizado.

Conclusões: A prevalência de sarcopenia variou de 1,6 a 7,6%. Os idosos desnutridos apresentaram quase 3,5 (ESCEO) e 2,5 (SDOC) vezes mais chances de sarcopenia.

O termo “dieta vegetariana” define um padrão alimentar no qual há ausência de carne e pescado, sendo que a sua definição inclui vários subtipos. A Academy of Nutrition and Dietetics e a Direção-Geral da Saúde defendem que uma dieta vegetariana bem planeada é saudável e nutricionalmente adequada em todas as fases da vida do ser humano e em atletas, permitindo ainda benefícios na saúde, prevenção e tratamento de algumas doenças. O aumento de massa muscular, conhecido como hipertrofia, resulta de alterações no sistema musculoesquelético e adaptações neurológicas em resposta ao stress fisiológico provocado pelo treino de força. Contudo, a ingestão proteica parece desempenhar um papel crucial neste processo, condicionando o aumento de massa magra em casos de ingestão proteica inadequada. A importância da proteína vai para além da quantidade ingerida, devendo ser considerada a qualidade da mesma, isto é, o teor em aminoácidos essenciais (nomeadamente leucina), bem como a sua biodisponibilidade. O aporte energético total é outro dos fatores que assume um papel relevante, protegendo o tecido muscular de ser utilizado como recurso energético, e promovendo os fenómenos bioquímicos, energeticamente dispendiosos, na base da hipertrofia muscular. Os minerais ferro, zinco e cálcio bem como as vitaminas Cobalamina e Vitamina D, merecem especial atenção nos processos de crescimento muscular e do rendimento dos indivíduos num padrão vegetariano. Estes nutrientes melhoram a performance, participam no metabolismo proteico, contribuem para o desenvolvimento de força muscular e aumento da tolerância ao exercício e previnem anemias. A evidência parece ser sugestiva de que dietas vegetarianas podem ser opções viáveis em atletas, promover e fomentar a sua força, resistência e performance e, ao mesmo tempo, contribuir para o bem-estar ambiental e do indivíduo. Mais estudos, com desenhos experimentais mais bem definidos e mais precisos, são desejáveis, por forma a termos representatividade das amostras para a população específica em estudo.