Introdução: A disfagia é uma dificuldade alimentar muito frequente na paralisia cerebral. Apesar da relevância da sua deteção precoce, raramente são realizados exames específicos, e não existe uma ferramenta validada e adaptada para avaliar a disfagia na população portuguesa com paralisia cerebral.

Objetivos: O nosso objetivo foi estudar as características psicométricas da Eating Assessment Tool (EAT-10) numa amostra de indivíduos portugueses com paralisia cerebral e adaptá-la para uso em pessoas com paralisia cerebral.

Metodologia: A escala foi aplicada a uma amostra de conveniência de 75 participantes (idades entre 11 e 61 anos) com diagnóstico clínico de paralisia cerebral e a um grupo de controlo com igual número de participantes. As propriedades psicométricas (consistência interna e análise factorial) da escala foram avaliadas no grupo com paralisia cerebral.

Resultados: Tanto a consistência interna quanto a análise factorial sugeriram a exclusão de um dos itens. A versão final da escala (EAT-9) apresentou boa consistência interna (alfa de Cronbach = 0,749) e uma estrutura unifatorial, com o fator latente a explicar 37,2% da variância total. Os participantes com paralisia cerebral obtiveram pontuações mais elevadas na EAT-9 do que o grupo de controlo (p < 0,001), e 28,0% (n= 21) tinham uma pontuação indicadora de anomalias no processo de deglutição, enquanto apenas um dos controlos apresentava tal pontuação.

Conclusões: A EAT-9 é um instrumento adequado para o rastreio de disfagia em indivíduos portugueses com paralisia cerebral com idades entre os 11 e os 61 anos.

Introdução: A prevalência da disfagia em idosos a viver na comunidade encontra-se entre os 30 a 40%. Por outro lado, em idosos institucionalizados, ascende até aos 60%. As dietas de textura modificada surgem como terapêutica de primeira linha, uma vez que diminuem a necessidade de mastigação e preparação oral do alimento.

Objetivos: Realizar uma revisão da literatura sobre a disfagia, rever a evidência científica atual acerca da importância do impacto das dietas de textura modificada no estado nutricional do idoso.

Metodologia: A pesquisa para a elaboração desta revisão foi realizada através das plataformas “Pubmed”, “Web of Science (b-on)”, e “Scielo”, através das palavras “Dysphagia”, “Elderly” e “Texture-modified foods”, isoladamente e em conjunto.

Resultados: Após a análise dos artigos encontrados, com base nos critérios de inclusão definidos, foram selecionados 7 artigos.

Conclusões: Após a análise dos artigos selecionados, concluímos que as dietas para a disfagia, particularmente as dietas de textura modificada industrializadas, e a adaptação de fluidos parecem melhorar o prognóstico dos doentes, garantindo maior e melhor aporte energético e proteico, evitando a desnutrição, e ainda proporcionando uma melhor na qualidade de vida dos mesmos.