Introdução: As diretrizes relativas ao consumo de hidratos de carbono têm sido extensivamente discutidas. Apesar deste macronutriente ser reconhecidamente determinante no rendimento desportivo, escassas revisões sistemáticas e meta-análises foram conduzidas para avaliar a ingestão de hidratos de carbono em futebolistas masculinos.

Objetivos: O objetivo desta revisão sistemática, com meta-análise, foi avaliar a ingestão de hidratos de carbono em diferentes períodos da época competitiva. Adicionalmente, foi examinado o consumo de hidratos de carbono por grupo posicional.

Metodologia: As bases de dados utilizadas foram PubMed, SPORTDiscus e Web of Science Core Collection. Os estudos incluídos consideraram os seguintes critérios de elegibilidade: jogadores de futebol masculino, idade superior a 18 anos e consumo de hidratos de carbono expresso em g.kg-1.dia-1.

Resultados: Inicialmente, foram identificados 1992 artigos. Destes, 11 foram considerados elegíveis para a revisão sistemática e 10 foram incluídos na meta-análise. Os resultados demonstraram que os futebolistas masculinos, consomem em média, 4,3 g.kg-1. dia-1 e 5,0 g.kg-1.dia-1 nos períodos competitivos e preparatórios (pré-época), respetivamente. Não foi encontrado qualquer estudo que reportasse o consumo de hidratos de carbono durante a off-season. Apenas três estudos examinaram a variação do consumo de hidratos de carbono por grupo posicional. Embora as amostras sejam limitadas, os guarda-redes parecem ingerir uma menor quantidade de hidratos de carbono comparativamente a atletas de outras posições em campo.

Conclusões: Considerando as limitações associadas às metodologias utilizadas para aferir o consumo de hidratos de carbono em atletas, a presente revisão sistemática realça a necessidade de desenvolver estratégias nutricionais para o cumprimento das diretrizes deste macronutriente.

Introdução: O setor alimentar é considerado a nível mundial como um dos principais setores de negócios, estando em constante mudança e enfrentando múltiplos desafios.

Objetivos: Este artigo tem como objetivo descrever as equipas e produtos finalistas da competição Ecotrophelia Portugal (2017 2020) como fontes de inovação para o setor alimentar.

Metodologia: Foi adotada uma metodologia de análise de conteúdo. Os conteúdos analisados foram recolhidos através do site oficial da Ecotrophelia Portugal. Foram analisadas informações sobre as 41 equipas finalistas da competição entre 2017 e 2020.

Resultados: De um modo geral, os finalistas foram maioritariamente mulheres (edição 2017), pertencentes à região Norte (57,4%), seguida da região Centro (27,9%) e Lisboa (13,1%), com a Universidade do Porto (26,2%), a Universidade Católica Portuguesa (Porto: 16,4%) e o Instituto Politécnico de Coimbra (13,1%) a serem as principais instituições de proveniência dos finalistas. As principais categorias dos produtos finalistas foram: snacks (34,1%), sobremesas (17,1%), refeições prontas a consumir (12,2%), bebidas (9,8%). As características mais mencionadas na descrição desses produtos foram: rico em compostos bioativos (34,2%), sem glúten / sem lactose ou com baixo teor de açúcar / gordura (19,0%), saudável (11,4%) e vegetariano / vegano (11,4 %).

Conclusões: Este estudo proporciona informação útil para os participantes nas futuras edições desta competição, assim como uma fonte de inspiração para empreendedores desenvolvam novos produtos alimentares.