Introdução: As algas marinhas são abundantes em todo o mundo, proporcionando habitat para a vida marinha e uma fonte de nutrição para os seres humanos. Entre os vários tipos, a Kelp (Phaeophyceae) destaca-se como uma rica fonte de iodo, um elemento crítico para a síntese das hormonas tiroideias, que desempenham um papel fundamental na regulação do metabolismo, dos perfis lipídicos e da composição corporal. Nos últimos anos, a Kelp ganhou popularidade, particularmente em países ocidentais, devido às suas propriedades promotoras de saúde.
Objetivos: Este estudo tem como objetivo analisar a literatura recente sobre o consumo de algas marinhas castanhas, com especial ênfase na Kelp e seus efeitos na saúde da tiroide e nos níveis de iodo.
Metodologia: Esta revisão narrativa envolveu a pesquisa de artigos na base de dados PubMed, concentrando-se em estudos publicados que examinassem a relação entre a Kelp e a função tiroideia. Para tal, foram utilizadas as palavras-chave “(Kelp OR Phaeophyceae) AND Thyroid”. Foram incluídos artigos em inglês e português, que fossem de acesso livre e totalmente disponíveis, publicados entre 2004 e setembro de 2024.
Resultados: Um total de 39 artigos foi inicialmente identificado, dos quais 13 foram selecionados para análise detalhada. Os estudos revistos destacam que, embora o consumo regular de Kelp possa oferecer benefícios metabólicos e hormonais significativos, incluindo a melhoria da função tiroideia, a sua ingestão deve ser cuidadosamente monitorizada. O consumo excessivo ou não regulado, especialmente em indivíduos com condições de saúde pré-existentes, pode aumentar o risco de distúrbios da tiroide.
Conclusões: Assim, é importante que o consumo de Kelp seja supervisionado por um profissional de saúde, e equilibrado para maximizar os benefícios, enquanto se minimizam os potenciais riscos.
