Introdução: As algas marinhas são abundantes em todo o mundo, proporcionando habitat para a vida marinha e uma fonte de nutrição para os seres humanos. Entre os vários tipos, a Kelp (Phaeophyceae) destaca-se como uma rica fonte de iodo, um elemento crítico para a síntese das hormonas tiroideias, que desempenham um papel fundamental na regulação do metabolismo, dos perfis lipídicos e da composição corporal. Nos últimos anos, a Kelp ganhou popularidade, particularmente em países ocidentais, devido às suas propriedades promotoras de saúde.

Objetivos: Este estudo tem como objetivo analisar a literatura recente sobre o consumo de algas marinhas castanhas, com especial ênfase na Kelp e seus efeitos na saúde da tiroide e nos níveis de iodo.

Metodologia: Esta revisão narrativa envolveu a pesquisa de artigos na base de dados PubMed, concentrando-se em estudos publicados que examinassem a relação entre a Kelp e a função tiroideia. Para tal, foram utilizadas as palavras-chave “(Kelp OR Phaeophyceae) AND Thyroid”. Foram incluídos artigos em inglês e português, que fossem de acesso livre e totalmente disponíveis, publicados entre 2004 e setembro de 2024.

Resultados: Um total de 39 artigos foi inicialmente identificado, dos quais 13 foram selecionados para análise detalhada. Os estudos revistos destacam que, embora o consumo regular de Kelp possa oferecer benefícios metabólicos e hormonais significativos, incluindo a melhoria da função tiroideia, a sua ingestão deve ser cuidadosamente monitorizada. O consumo excessivo ou não regulado, especialmente em indivíduos com condições de saúde pré-existentes, pode aumentar o risco de distúrbios da tiroide.

Conclusões: Assim, é importante que o consumo de Kelp seja supervisionado por um profissional de saúde, e equilibrado para maximizar os benefícios, enquanto se minimizam os potenciais riscos.

Os vários fatores de início de vida têm vindo a ser associados aos comportamentos relacionados com o apetite em crianças. Para além disso, tem-se verificado uma relação entre estes comportamentos e o desenvolvimento do peso corporal na infância. Como tal, torna-se de extrema relevância estudar como os fatores de início de vida se podem relacionar com os comportamentos relacionados com o apetite em idades precoces. De forma a alcançar este objetivo, desenvolveu-se uma pesquisa nas bases de dados Medline (Pubmed) e Science Direct de janeiro a junho de 2022. De acordo com a análise da literatura efetuada compreendeu-se que as caraterísticas da mulher durante a gravidez, as caraterísticas da criança ao nascimento e os hábitos alimentares durante o primeiro ano de vida têm sido associados aos variados comportamentos relacionados com o apetite. Verifica-se uma maior tendência para os comportamentos de “aproximação à comida” se associarem com um maior risco de excesso de peso na infância, podendo perlongar-se para a vida adulta. A avaliação dos comportamentos relacionados com o apetite na infância e a sua possível associação com os fatores de início de vida são de extrema importância para compreender quais as melhores estratégias para planear ou modificar intervenções futuras de forma eficaz e orientada, para uma melhor promoção de comportamentos alimentares saudáveis e consequentemente da saúde e bem-estar dos indivíduos.

Introdução: A Síndrome do Túnel Cárpico é uma das neuropatias mais comuns em adultos, com impacto na funcionalidade e qualidade de vida. O tratamento conservador habitual tem um baixo nível de evidência. Dados os seus efeitos antioxidantes, o Ácido Alfa-Lipoico tem sido usado no alívio de sintomas e défices neuropáticos, surgindo como potencial tratamento sintomático no Síndrome do Túnel Cárpico.

Objetivos: Avaliar a eficácia do Ácido Alfa-Lipoico no alívio sintomático da Síndrome do Túnel Cárpico idiopática em adultos.

Metodologia: Pesquisa de meta-análises, revisões sistemáticas, ensaios clínicos aleatorizados e controlados e normas de orientação clínica, utilizando os termos MeSH “pain”, “paresthesia”, “hypoesthesia”, “carpal tunnel syndrome” e “alpha-lipoic acid”. Aplicou-se a escala Strength of Recommendation Taxonomy para classificar os artigos em Níveis de evidência e Forças de recomendação.

Resultados: Obtiveram-se 212 artigos, dos quais 3 ensaios clínicos aleatorizados e controlados cumpriam os critérios de inclusão, perfazendo 218 indivíduos estudados. Os 3 ensaios clínicos aleatorizados e controlados referem melhoria sintomática e eletromiográfica associada à administração de Ácido Alfa-Lipoico em comparação com o placebo.

Conclusões: Parece existir algum benefício da administração de Ácido Alfa-Lipoico para o tratamento sintomático do Síndrome do Túnel Cárpico. Contudo são necessários mais ensaios clínicos aleatorizados e controlados com metodologias mais homogéneas, maior número de participantes e follow-up mais alargado.