| Description |
Abstract |
Introdução: Estudos passados demonstraram uma carência de iodo na população açoriana, nomeadamente em crianças e grávidas. Isto levou a uma implementação de medidas para aumentar a consciencialização e fornecer soluções para este problema, nomeadamente através do consumo de sal iodado.
Objetivos: Esclarecer a eficácia das medidas de saúde implementadas e que fatores influenciaram o consumo de sal iodado.
Metodologia: Estudo observacional e transversal realizado através da aplicação de um questionário para avaliação do consumo de iodo a pessoas que se apresentaram à Unidade de Saúde da Ilha do Faial, Açores, entre 9 e 14 de novembro de 2020.
Resultados: De 100 indivíduos, 49 consumiam sal iodado e 51 indivíduos não. A idade média dos participantes foi de 49,81 anos. 19 participantes indicam ter um diagnóstico de doença tiroideia. A recomendação de um médico e/ou nutricionista foi o principal fator influenciador para a implementação de sal iodado (n=18; 36,7%). Dos 51 participantes que não consumiam sal iodado, 21 (41,2%) não tinham conhecimento da existência do sal iodado e 11 (21,6%) não conheciam os benefícios do sal iodado. 28 indivíduos (28%) afirmaram que um profissional de saúde recomendou a implementação sal iodado ou um suplemento multivitamínico contendo iodo na sua dieta; contrariamente, 66 (66%) negam ter recebido essa recomendação. Indivíduos em que um profissional de saúde recomendou a implementação de sal iodado ou suplemento multivitamínico contendo iodo têm 8 vezes mais probabilidade de utilizar sal iodado na sua dieta (OR=8.138; IC 95% [2.764;23.967]).
Conclusões: Embora seja um problema que necessita de intervenção adicional, a implementação do sal iodado na dieta dos açorianos deu um passo na direção correta. Demonstrou-se que implementar o consumo de sal iodado, explicando sua importância e mantendo a consciencialização sobre a deficiência de iodo por parte de um profissional de saúde pode ser uma arma poderosa para combater este problema. |