O excesso de peso continua a ser um problema de saúde pública, sendo, por isso, importante estimular uma mudança do estilo de vida. Todavia há comumente uma forte resistência à mudança que, associada à má gestão de tempo, escolhas alimentares incorretas, falta de disciplina e motivação, comprometem a adesão à terapêutica. A aplicação de estratégias de coaching e nudging parece estar associada ao aumento da motivação, organização e controlo sobre as escolhas alimentares, preparando o doente para uma mudança de comportamento, contribuindo para a diminuição do excesso de peso, melhoria da qualidade de vida, redução da mortalidade e morbilidade e, consequentemente, diminuição dos custos em saúde, embora estudos experimentais sejam necessários para avaliar a eficácia destas estratégias no processo de perda de peso. A aplicação destas estratégias deve ter por base teorias baseadas em evidência científica e aplicadas por pessoal técnico treinado para o efeito, como psicólogos e/ou nutricionistas com formação em coaching aplicado às Ciências da Nutrição, salientando a importância de equipas multidisciplinares para uma eficaz gestão do peso.

Atualmente, a demência é uma epidemia global com grande impacto social, económico e na saúde, sendo urgente aumentar o conhecimento sobre a sua prevenção e tratamento. Diversos macro e micronutrientes, alimentos e padrões alimentares têm sido estudados como potenciais fatores de risco e de proteção, e agentes no tratamento. Para além da potencial modulação dos fatores de risco vascular, os fatores nutricionais poderão ter uma ação direta na patogénese. Embora ainda não haja evidência consistente e definitiva de ensaios controlados randomizados sobre o efeito dos fatores nutricionais na demência, vários trabalhos sugerem que estratégias nutricionais podem ser custo-efetivas, seguras e fáceis de implementar. Desta forma, é necessário realizar mais investigação para esclarecer o papel da nutrição e alimentação e estabelecer recomendações preventivas e terapêuticas na demência.