Introdução: A sarcopenia é definida como uma doença muscular progressiva e generalizada, caracterizada pela redução da força muscular e da qualidade/quantidade da massa muscular e/ou desempenho físico. Apesar do envelhecimento ser uma causa comum da sarcopenia, diversos fatores influenciam o aparecimento ou progressão desta patologia, nomeadamente a ingestão proteica.

Objetivos: Relacionar a ingestão proteica, o risco de sarcopenia e a sarcopenia provável em idosos institucionalizados em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas.

Metodologia: Estudo observacional, transversal e analítico. A amostra não probabilística foi constituída por 61 utentes, com pelo menos 65 anos, residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas das Santas Casas da Misericórdia de Vila de Rei e Vale de Cambra. Para recolha de dados, recorreu-se ao questionário SARC-F, à aferição da força de preensão palmar e ao inquérito alimentar às 24 horas anteriores. Além disso, o peso e a altura foram retirados do processo clínico do utente para cálculo do índice massa corporal.

Resultados: Os resultados do presente estudo demonstraram que uma ingestão proteica inferior às Recommended Dietary Allowance de 0,8g/kg/dia se correlaciona com o aumento do risco de desenvolvimento de sarcopenia e com a baixa força de preensão. Por outro lado, o índice massa corporal e sexo não se correlacionaram com nenhuma das variáveis descritas.

Conclusões: É importante desenvolver estratégias para aumentar a consciência pública relativamente a esta patologia e atuar atempadamente e de forma preventiva. Uma ingestão proteica personalizada e adequada a cada indivíduo é determinante na melhoria desta condição e, consequentemente, no bem-estar e na qualidade de vida do idoso.

Introdução: A sarcopenia é uma doença que se caracteriza por um distúrbio músculo esquelético progressivo e generalizado, com impacto pessoal, social e económico, se não tratada. Associa-se a maior probabilidade de quedas, fraturas, deficiência física, mortalidade e incapacidade na realização de atividades de vida diárias.

Objetivos: Pretendeu-se estudar a frequência de sarcopenia em doentes internados no serviço de Medicina Interna-homens, por avaliação objetiva [força de pressão da mão, circunferência muscular do braço e perímetro geminal] e subjetiva (SARC-F) e estudar a relação entre ambas.

Metodologia: Avaliou-se peso (kg), estatura (m) e calculou-se o Índice de Massa Corporal (kg/m2), avaliou-se massa gorda e muscular com medição de pregas cutâneas e compressibilidade de tecidos (lipocalibrador digital Lipowise®) e a força de pressão da mão com o Gripwise®.

Resultados: Incluíram-se 150 homens, com idade média de 72 anos, Índice de Massa Corporal médio de 24,2kg/m2, gordura corporal de 21,5%, circunferência muscular do braço de 24,7cm, perímetro geminal de 32,0cm e força de pressão da mão esquerda de 20,3kgF. Segundo o SARC-F cerca de 52% tinha sarcopenia, e quando avaliada a força de pressão da mão, circunferência muscular do braço e perímetro geminal, 91,5%, 19,5% e 42,6% tinham critério sugestivo de sarcopenia, respetivamente. Encontrou-se correlação negativa e estatisticamente significativa entre a pontuação do SARC-F e a circunferência muscular do braço (r=-0,241; p= 0,004), perímetro geminal (r=- 0,269; p= 0,001) e força de pressão da mão (r=-0,400; p <0,001). O SARC-F identificou menor número de doentes com risco de sarcopenia quando comparado à força de pressão da mão.

Conclusões: Conclui-se que o SARC-F deve, idealmente, ser utilizado conjuntamente com outros critérios para uma melhor identificação de sarcopenia.

A FRAIL Scale e a SARC-F são ferramentas válidas desenhadas respetivamente para o rastreio da fragilidade física e da sarcopenia. O presente trabalho teve como objetivo produzir versões validadas e adaptadas linguística e culturalmente para a língua portuguesa, mantendo equivalência conceitual às ferramentas originais. Para tal, foram seguidas as normas do Patient Reported Outcome (PRO) Consortium e aplicadas as doze etapas preconizadas para a obtenção do resultado final. As ferramentas foram aplicadas a uma amostra de conveniência da população alvo constituída por nove indivíduos, tendo se verificado que tanto a FRAIL Scale como o SARC-F mostraram ser de fácil compreensão e aplicação, ter boa aceitabilidade e validade aparente. As ferramentas produzidas neste trabalho poderão ser aplicadas tanto em contexto clínico como comunitário, no rastreio da fragilidade e da sarcopenia.

A FRAIL Scale e a SARC-F são ferramentas válidas desenhadas respetivamente para o rastreio da fragilidade física e da sarcopenia. O presente trabalho teve como objetivo produzir versões validadas e adaptadas linguística e culturalmente para a língua portuguesa, mantendo equivalência conceitual às ferramentas originais. Para tal, foram seguidas as normas do Patient Reported Outcome (PRO) Consortium e aplicadas as doze etapas preconizadas para a obtenção do resultado final. As ferramentas foram aplicadas a uma amostra de conveniência da população alvo constituída por nove indivíduos, tendo se verificado que tanto a FRAIL Scale como o SARC-F mostraram ser de fácil compreensão e aplicação, ter boa aceitabilidade e validade aparente. As ferramentas produzidas neste trabalho poderão ser aplicadas tanto em contexto clínico como comunitário, no rastreio da fragilidade e da sarcopenia.