Introdução: Utilizados como substitutos do açúcar na gestão do peso e da glicemia, os adoçantes não nutritivos são amplamente consumidos por crianças em idade pré-escolar. Tal cenário justifica a necessidade de sistematizar a evidência científica de maior qualidade disponível sobre o tema.

Objetivos: Compilar e integrar a evidência sobre o impacto do consumo de açúcar e de adoçantes não nutritivos em crianças em idade pré-escolar.

Metodologia: A recolha de dados realizou-se através da pesquisa de evidência científica nas bases de dados: ScopusScienceDirect e PubMed. Na revisão foram incluídos 35 artigos publicados entre 1994 e 2024.

Resultados: Da literatura consultada, verificou-se que a ingestão de açúcar, principalmente sob a forma de bebidas açucaradas, promove o excesso de peso em crianças em idade pré-escolar. Por sua vez, os adoçantes não nutritivos não promovem o excesso de peso, mas também não parecem trazer benefício na perda de peso. Na cárie dentária, em crianças em idade pré-escolar, a evidência é clara sobre o malefício da ingestão de açúcar, mas em relação aos adoçantes não nutritivos esta evidência é escassa. Na diabetes, e na preferência pelo sabor doce, a escassa evidência aponta para um impacto nulo dos adoçantes não nutritivos e negativo para a ingestão de açúcar em crianças em idade pré-escolar.

Conclusões: A ingestão de açúcar confirma-se prejudicial à saúde em crianças em idade pré-escolar. Por sua vez, a escassa evidência científica sobre os adoçantes não nutritivos leva-nos a sermos cautelosos e não recomendar o seu uso em crianças desta faixa etária.

Este artigo compara a dieta mediterrânica e a dieta tradicional japonesa, analisando suas origens, diferentes nutrientes e benefícios para a saúde.

Ambas as dietas compartilham o consumo de alimentos frescos e minimamente processados, mas apresentam diferenças, como as fontes de gordura e o elevado teor de sódio na dieta tradicional japonesa, por exemplo. A análise destaca os seus benefícios significativos para a saúde cardiovascular, longevidade, controlo de peso e prevenção de doenças crónicas, consolidando-as como modelos globais para alimentação saudável. Além disso, o estudo avalia limitações, as origens, e explora as possibilidades de combinar elementos de ambas as dietas para promover uma alimentação mais equilibrada e sustentável. Esta análise fornece uma base para futuras investigações e estratégias para melhorar a saúde através de padrões alimentares saudáveis.

Galactooligossacarídeos são denominados “prebióticos”, uma vez que são hidratos de carbono não digeríveis que conferem diversos benefícios para a saúde do hospedeiro, entre eles, a modulação da microbiota intestinal. Podem ser ingeridos naturalmente pelo consumo de alimentos que os contém na sua composição, pelo consumo de alimentos enriquecidos nos mesmos ou por meio de suplementação. Foi efetuada uma revisão de literatura, com pesquisa nas bases de dados Pubmed, Google Académico e Science Direct, com as palavras-chave “galacto-oligosaccharides’’ AND “effects’’ AND “microbiota’’ AND ‘’health’’, entre 2017 e 2022, com o objetivo de compreender de que forma a ingestão de Galactooligossacarídeos pode influenciar a microbiota intestinal humana. Os resultados da maioria dos artigos evidenciaram correlação positiva entre o consumo de Galactooligossacarídeos, quer proveniente da alimentação, ou suplementação, com a modulação benéfica da microbiota intestinal, aumentando o número de bactérias benéficas e reduzindo as prejudiciais, em qualquer faixa etária. Assim, a adoção de uma dieta enriquecida em Galactooligossacarídeos poderá ser uma estratégia eficaz em situações de disbiose, atuando de forma preventiva e benéfica na melhoria da microbiota intestinal.

A perspetiva atual dos locais de trabalho decorre de desenvolvimentos na área da segurança e saúde no trabalho. Os ambientes assumem-se como locais potencialmente promotores da saúde dos seus trabalhadores, onde o nutricionista através da sua intervenção poderá contribuir para a melhoria dos comportamentos alimentares dos trabalhadores e consequentemente do seu estado de saúde.