Introduction: Labelling is an important tool for food and nutrition professionals since it provides information on food safety and nutrition.

Objectives: The aim was to analyse the differences in food and nutrition professionals’ opinions regarding nutrition labelling on prepacked foods.

Methodology: A cross-sectional study was conducted, using a non-probabilistic sample of professionals, by contacting several Portuguese entities in food and nutrition. The eligibility criteria included being 18 years old and over, living and working in Portugal, and having a professional activity in this area. An online self-administered survey was developed, including questions about labelling (importance, reading, use, trust, satisfaction, and influence in food choices). The main changes in the European Union labelling rules about the content, presentation and legibility of the mandatory information were analysed. The present paper focuses on the answers to the open-ended question on suggestions to improve nutrition labelling.

Results: From the 297 participants, 33 (11.1%) provided answers to the open-ended question, which were subsequently grouped into six categories. These professionals demonstrated the least satisfaction with the label information namely the specific technical terms, the quantity of information, the symbols used and the nutritional claims. They showed the least agreement with the presentation and content of the nutrition information, implemented by Regulation (EU) No 1169/2011.

Two improvements were proposed: the simplification of the labelling information and the understanding of its usefulness as it is currently presented, to provide perceptible and useful information to the consumer.

Conclusions: Nutrition labelling educational tools should be developed, in order to promote nutrition literacy and lead to consumer’s empowerment.

Na gravidez está recomendada a utilização de suplementos de micronutrimentos para complementar o aporte nutricional. O reduzido número de estudos nacionais, a inexistência de dados regionais e o interesse em tomar conhecimento das práticas realizadas pelos profissionais de saúde da ilha do Faial, motivaram a realização deste estudo. Assim sendo, este estudo teve o objetivo de analisar o perfil de suplementação antes e durante a gravidez de mulheres do Faial.

Este estudo transversal analisou o perfil de suplementação (tipo de suplemento, quando iniciou, quando terminou e quem recomendou) de trinta e quatro mulheres no terceiro trimestre de gestação, através da aplicação de um questionário.

Foram reportadas cinco variedades de suplementos: ácido fólico, iodo, ferro, magnésio e multivitamínico. Todas as gestantes tomaram ácido fólico, mas menos de 30% iniciou a sua toma antes da conceção. Apenas uma grávida não realizou suplementação de iodo e mais de metade da amostra só iniciou esta suplementação no primeiro trimestre. Metade das gestantes fizeram suplementação de ferro, mas apenas 58,8% iniciou a sua toma no segundo trimestre. A maioria da amostra (91,2%) não realizou suplementação de magnésio e foi no último trimestre que mais gestantes iniciaram a sua toma. À semelhança do magnésio, o multivitamínico foi o suplemento menos ingerido pelas grávidas, sendo mencionado apenas por 8,8% da amostra. Metade destas iniciou a sua toma no primeiro trimestre e todas continuaram a tomar no terceiro trimestre.

Os resultados deste estudo reforçam a importância da suplementação, particularmente de ferro, para melhorar a adequação nutricional. Seria fundamental aumentar a adesão das mulheres em idade fértil às consultas de planeamento familiar e garantir que as mesmas são acompanhadas ao longo de toda a gestação, para aumentar o uso da suplementação e melhorar o perfil da sua toma, nomeadamente o início da sua toma, e assim minimizar possíveis complicações.

É fundamental adequar a evolução ponderal das gestantes, tendo em conta o índice de massa corporal anterior à gravidez e o número de fetos. O aumento de peso inadequado durante a gestação e o estado nutricional das grávidas antes da conceção podem estar associados a riscos para a saúde materna e infantil. A avaliação destes aspetos é fundamental para a definição de estratégias de atuação.

Foi objetivo avaliar o estado nutricional de mulheres do Faial (Açores, Portugal) antes da conceção e o seu aumento de peso durante a gravidez.

Este estudo prospetivo avaliou o estado nutricional anterior à conceção e o aumento de peso durante a gravidez de 34 mulheres com média de idade de 31 anos (dp = 4). Metade da amostra encontrava-se normoponderal antes da conceção e as restantes participantes apresentavam excesso de peso. Verificou-se que 64,7% da amostra teve um inadequado aumento de peso na gestação, maioritariamente por défice. O aumento de peso durante a gestação não diferiu significativamente entre classes de índice de massa corporal prévio.

Para a melhoria do estado ponderal pré-gestacional recomenda-se um maior foco na educação para a saúde sobre a adoção de estilos de vida saudáveis nas consultas de planeamento familiar. Tendo em conta a elevada inadequação do aumento ponderal na gestação, a evolução ponderal deverá ser monitorizada com maior regularidade, de modo a que o aumento de peso não seja inferior ou superior ao desejável. Uma vez que as recomendações para o aumento de peso durante a gravidez têm em conta o índice de massa corporal prévio, e dada a elevada prevalência de excesso de peso encontrada, esta monitorização deve prolongar-se no período pós-parto.

O adequado estado nutricional da mulher antes da conceção e da grávida são fundamentais para otimizar a saúde da própria e do bebé e para diminuir o risco de complicações durante a gestação, pelo que se recomenda a intervenção do nutricionista nestas fases.