Introdução: A Dieta Mediterrânica tem um papel fundamental na prevenção e desenvolvimento de doenças crónicas, pelo que conhecer o padrão alimentar da população é determinante para a definição de estratégias que promovam uma alimentação saudável.
Objetivos: Conhecer a adesão e as barreiras à Dieta Mediterrânica da população adulta da Região Autónoma da Madeira.
Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, com uma amostra representativa da população adulta (18-65 anos) da Região Autónoma da Madeira, desenvolvido entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. A adesão à Dieta Mediterrânica foi observada através da aplicação do questionário PREDIMED com 14 itens, de acordo com duas categorias: baixa adesão (<10 pontos) e elevada adesão (≥10 pontos). As barreiras à adesão da Dieta Mediterrânica, foram obtidas pela percentagem de respostas dos inquiridos sobre os motivos pelos quais não eram praticados os 10 princípios que caraterizam a Dieta Mediterrânica.
Resultados: A amostra foi constituída por 449 indivíduos, sendo 58,1% do sexo feminino, e apresentaram uma idade média de 45,8±12,8 anos. A adesão média à Dieta Mediterrânica foi de 6,6±2,2 pontos, sendo que 90,4% tinham uma baixa adesão à Dieta Mediterrânica e em 9,6% uma elevada adesão. Nos com baixa adesão, 72,4% tinham escolaridade ≤12 anos e nos com elevada adesão, 53,3% tinham escolaridade >12 anos. Não houve associação estatisticamente significativa entre a elevada adesão à Dieta Mediterrânica e o grupo etário, o sexo, a naturalidade, a zona geográfica e a atividade profissional. Relativamente às barreiras à Dieta Mediterrânica, mais de 50% dos inquiridos referiu cumprir com os 10 princípios que definem a Dieta Mediterrânica.
Conclusões: A maioria da população da Região Autónoma da Madeira tem uma baixa adesão à Dieta Mediterrânica, contudo não se identificaram barreiras à sua adesão para a maioria desta população. Surge assim a necessidade do desenvolvimento de estratégias locais que promovam a prática da Dieta Mediterrânica.
