Introdução: A utilização de aditivos alimentares tem vindo a aumentar devido à crescente procura por alimentos processados, com maior durabilidade e facilidade de armazenamento. No entanto, evidências recentes sugerem que, mesmo quando utilizados dentro dos limites regulamentares, alguns aditivos podem estar associados a efeitos adversos para a saúde.
Objetivos: Analisar a relação entre o consumo de aditivos alimentares e os seus efeitos na saúde humana.
Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, nas bases de dados científicas PubMed e ScienceDirect, entre 2 de novembro de 2024 e 1 de julho de 2025, com a equação de pesquisa ((“food additives” OR “dietary additives”) AND (“health effects” OR “toxicity”)), obtendo-se 394 artigos. Foram incluídos 17 estudos selecionados com base na metodologia PRISMA.
Resultados: Há evidência de que conservantes como os parabenos, nitrito de sódio e benzoato de sódio, bem como corantes como a tartrazina, podem provocar toxicidade embrionária, alterações hormonais, stress oxidativo, disfunções metabólicas e efeitos genotóxicos. Destacando-se os parabenos como os aditivos mais estudados, assim como estão descritos efeitos nefastos ao nível reprodutivo, endócrino e metabólico quer em modelos animais, como em Humanos.
Conclusões: Os dados obtidos reforçam a necessidade de reavaliar os limites máximos permitidos, especialmente em exposições cumulativas e em populações vulneráveis, assim como sugerem a urgência de aprofundar a investigação sobre alternativas mais seguras.
