Comida de rua: Consumo e perceção de salubridade em consumidores portugueses

João PM Lima, Alfonsina Ortiz, Ángela Velásquez, Beatriz Agazzi, Débora Cabanes, Elka Gonzalez, Emilia Raimondo, Gabriela Fretes, Karla Cordón, Johanna Léon, John Velásquez, Juan Gonzalez, Laura Gonzalez, Luz Arboleda, Maria Celeste Nessier, Marli Brasioli, Saby Mauricio, Samuel Durán, Sonia Ivankovich, Jairo Torres e Ada Rocha

Acta Portuguesa de Nutrição 2019, 18, 38-43 , https://dx.doi.org/10.21011/apn.2019.1807

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Resumo

Introdução: A comida de rua define-se como os alimentos e bebidas prontos a comer, preparados e/ou vendidos na rua ou similares e esta tem-se revelado nos últimos anos uma tendência global na restauração, apesar da insegurança quanto às práticas higio sanitárias percecionada por alguns indivíduos.

ObjetivoS: Conhecer o perfil de consumidores de comida de rua em Portugal, o tipo de alimentos, a sua frequência de consumo e avaliar a perceção do consumidor em relação à segurança alimentar, por comparação com os resultados obtidos em países da América Latina.

Metodologia: Foi realizado um inquérito online, integrado num estudo multicêntrico a nível ibero-americano.

Resultados: Em Portugal, dos 803 inquiridos, 50,9% são indivíduos entre os 18-30 anos, e a maioria são do sexo feminino. A maioria dos inquiridos consumiu comida de rua nos três meses anteriores ao preenchimento do inquérito. Cerca de 46% destes dizem ingeri-la com uma periodicidade inferior a mensal. Os alimentos mais consumidos foram os gelados (89,6%), as bifanas ou pão com chouriço/queijo/presunto (83,1%), as farturas/churros (80,3%) e os cachorros/hambúrgueres (79,8%). Os principais motivos de consumo foram a disponibilidade (48,7%) e o sabor (30,3%). O reporte de episódios de diarreia ou vómito após o consumo de comida de rua em Portugal apresentou um valor muito abaixo da média dos países latino-americanos. Em relação aos locais de venda de comida de rua verifica-se que 80,2% dos inquiridos considera que os mesmos se encontram sujos ou parcialmente sujos.

Conclusões: Em Portugal, observa-se um consumo de comida de rua pouco frequente, sendo os gelados e as bifanas os alimentos mais consumidos, e o consumo determinado predominantemente pela disponibilidade e sabor deste tipo de alimentos. Globalmente a perceção de higiene dos consumidores portugueses é má, contudo o reporte de mau estar após a ingestão deste tipo de alimentos foi baixo.



Palavras-chave: Comida de rua, Consumidor, Perceção de segurança